Francisco José de Lima

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    Comentário · há 5 anos
    Lendo essa decisão, apenas vejo o que já denunciei antes alhures.
    Prezados,
    Nestes dias em que o Brasil recebe turistas do mundo todo e, turistas de grandes posses econômicas, uma realidade deste país fica mais gritante: o turismo sexual infantil.
    Pessoas pagam por sexo aos aliciadores de crianças, as quais acabam por fazer sexo por uns trocados,por comida, ou um presente.
    A exploração da mulher, no tempo de nossos ancestrais, aos quais eram dados espelhos, em troca de ouro e promessas, em troca de suas mulheres, ainda existe no Brasil, hoje, no turismo sexual, ao qual o país diz combater, mas que no primeiro momento que pode, expõe a figura da mulher brasileira, o mais "nua" possível.
    Nesse contexto, partilho com vocês algo que escrevi, quando de minha chegada à Boa Viagem, área praiana nobre da cidade de Recife, PE, onde morei por algum tempo (até descobrir que eu não pertencia àquele lugar.) É nesse bairro que fica a Avenida Conselheiro Aguiar, palco do que a seguir descrevo:
    "SINAL DE CRIANÇAS
    As meninas de outrora, não querendo, não podiam negar.
    Da mão de seus pais, com estranhos iam casar.
    Um dia foi assim; devemos lembrar.
    Hoje é assim, basta olhar.
    Meninas nas ruas, sem casa, sem lar.
    Nos sinais de Boa Viagem...a sorrir e dançar,
    Esperando dinheiro, para si e seu par.
    Meninas crianças que ao receberem moedas, nos fazem chorar,
    Por vê-las nas ruas, em idade escolar.
    Crianças mulheres, com fome de amar.
    No sol e sem praia, nem escola, nem um lar.
    Irmãs dos meninos, que nas esquinas, ficam cola a cheirar.
    Enquanto turistas risonhos, à beira do mar,
    Leem sobre os políticos safados, que só fazem roubar,
    E mulheres, jovens crianças, nos sinais a dançar,
    Menina criança, sem escola, sem lar,
    Espera o dia, que o rico a passar
    Leve sua honra, em troca de um lar.
    Honra perdida, só resta chorar.
    Então sem trabalho, dinheiro e a quem amar,
    Agora mulher, jovem criança, com fome de dar,
    Somará nas esquinas da Conselheiro Aguiar,
    às mulheres sem maridos, com filho a criar.
    Até um dia, quando se vir sem comer, brincar ou estudar,
    Seu filho crescido, quererá a história mudar.
    De arma em punho, se porá a roubar,
    E o serviço fará, na Conselheiro Aguiar.
    Longe de lá, num bairro esquisito,
    Tendo o sol começado a brilhar, um cidadão entorpecido,
    Coração apertado, cabeça em conflito, se porá a arrumar, na marmita, farinha e ovo frito.
    E irá para o trabalho, com medo de encontrar
    Criança menina, no sinal a dançar.
    E o irmão dela, dias mais velho, pronto para matar.
    Sabe o cidadão, ali em seu lar,
    Que o risco é grande de à noite ficar,
    Numa dessas esquinas, impedido de voltar.
    Em casa seus filhos, sem pai a chorar
    Sem entender porque no Recife, crianças sem lar,
    Dão origem a jovens, que aprendem a roubar.
    E com arma em punho, a vida a tomar,
    Dando curso a história, de crianças sem lar: meninos e meninas, no sinal a “trabalhar”.
    Francisco Lima (

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